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quinta-feira, 19 de março de 2015

Distribuição Online



Distribuição Online

Introdução

A forma de como algo se reparte ou divide-se por diferentes lugares chamamos distribuição, e, este trabalho debruçar-se-á sobre a distribuição, mais especificamente a Distribuição Online.

Distribuição digital, entrega digital ou ainda distribuição electrónica de software, é a prática de fornecer conteúdo digital no seu formato mais puro, que é descarregado da internet directamente para casa do consumidor.

Os avanços nas áreas de telecomunicações e transmissão digital de dados trouxeram novas possibilidades para realização de uma enorme variedade de produtos audiovisuais. Esses conteúdos influenciam diretamente o dia-a-dia de milhares de usuários da Internet, que têm à disposição ficção, documentários, projetos experimentais, animações e transmissões ao vivo, o que incentiva a produção/distribuição/exibição de obras realizadas nos mais variados formatos e suportes disponíveis, da película ao vídeo, do computador doméstico às poderosas estações gráficas, do amador ao profissional.

A distribuição digital contorna a distribuição comum de mídia física, como papel ou DVDs. Este termo, distribuição digital, é especificamente aplicado a produtos livres. Os dispositivos de extensão digitais para outros produtos são mais comumente conhecidos como downloadable content (expressão em inglês referente a conteúdos disponíveis para download).

O conteúdo é distribuído digitalmente por streaming ou download. O Streaming envolve o download e uso de conteúdo, sob requisição, assim que necessário. Ao passo que, o download completo de conteúdo para um disco rígido ou outra forma de armazenamento de mídia permite um acesso rápido futuramente.



Distribuição Online

A distribuição online tem um papel predominante no que concerne ao apoio de projectos que se enquadrem que se enquadrem nos seus parâmetros como: serviços de VOD europeus com o objetivo de melhorar a presença, visibilidade e audiência a nível mundial de obras audiovisuais europeias; a montagem e disponibilização de pacotes digitais, facilitando a comercialização de obras audiovisuais europeias no âmbito dos serviços de VOD fornecidos em países onde essas obras não se encontrem disponíveis; projetos experimentais de lançamentos simultâneos ou quase simultâneos de filmes europeus numa ampla gama de plataformas de distribuição (festivais, salas de cinemas, DVD, serviços de VOD, canais de televisão, etc.) e em diversos territórios europeus.

A distribuição de vídeos de curta duração na Internet é realizada através de sites que disponibilizam serviços, pagos ou não, e através de festivais de vídeo feitos exclusivamente para a Internet. A Internet fornece cada vez mais ferramentas e possibilidades para que os realizadores hospedem e exibam seus filmes utilizando a tecnologia de streaming, além de fornecer gratuitamente uma série de softwares que podem ajudar na produção e distribuição. Sites como o Icast (www.icast.com), AntEye (www.anteye.com) e CameraPlanet (www.cameraplanet.com) proporcionam um vasto espaço em seus servidores para alojar e fornecer vídeos em streaming. Para os visitantes há sempre a possibilidade de criar canais personalizados com os vídeos preferidos e de entrar em contato com o realizador.

Muitos realizadores estão a trabalhar no sentido de construir sua audiência através da Internet. Se antes era necessário irem a festivais para serem vistos e mostrarem os seus trabalhos, agora podem simplesmente utilizar a Internet. O filme "More" de Mark Osborne (EUA, 1998) 12, por exemplo, apesar de ter sido indicado ao Oscar e ganho prêmios em festivais, é um curta-metragem de seis minutos que teria caído no esquecimento se não fosse a Internet. "More", exibido pela Ifilm (www.ifilm.com) ficou 1 ano na lista dos filmes mais visualizados e Osborne ganhou uma legião de admiradores.

Há pequenos produtores e diretores independentes, por norma, estudantes de cinema, que após finalizarem seus vídeos de baixo custo, fazem um site na Internet para divulgação dos mesmos, onde “montam'” uma espécie de loja virtual para vender coletâneas dos vídeos. Em alguns casos esses produtores independentes conseguem projeção e ganham popularidade, como é o caso do Pepa Filmes (www.pepafilmes.com.br) que disponibiliza seus projetos para download e hoje tem notoriedade.

Vantagens

Poder-se-ia mesmo dizer que há uma espécie de momento de ouro dos estúdios independentes o que nos leva a considerar valorizar o trabalho destes produtores.

A internet é um meio móvel em constante mutação que adapta e cria os seus conteúdos conforme à exigência, à procura e oferta de quem a consome.” Isso colaborou para que a Internet se tornasse um dos meios mais baratos e eficientes para distribuição de filmes e vídeos hoje em dia, principalmente para produtores independentes, que podem atingir maior público sem que isso signifique necessariamente acréscimo aos custos. Além disso, as tecnologias de captação e finalização digitais promovem a integração ágil e eficiente, além da redução de custos, dos sistemas de produção com os meios de distribuição. O desenvolvimento e barateamento de tecnologias mais avançadas possibilitam que cada vez mais pessoas, amadores e profissionais, se interessem e utilizem os recursos disponíveis, incentivando a produção audiovisual.”

Adquirir o conteúdo sem precisarmos de muito, como, sair de casa por exemplo, também é uma das vantagens.

Ecologicamente a vantagem será precisamente de que esta versão não possui encarte, caixa, e muito menos disco. Quando vamos comprar produtos tecnológicos o que realmente compramos é o software. As embalagens deste por mais que nos seduzam são o menos importante e acabarão apenas por encher o planeta de lixo e mais lixo.

Cabe a nós a escolher os canais que queremos ter o nosso conteúdo distribuído.

            As vantagens criativas que a tecnologia digital oferece são enormes, possibilitando uma maior liberdade de expressão (...), ao mesmo tempo em que permite integrar num mesmo sistema os procedimentos de produção em cinema, vídeo e televisão. (MASSAROLO, 2001, p. 03)”

Ao licenciar suas músicas, através de um contrato que não prevê exclusividade, você escolhe em que canais você quer ter o seu conteúdo distribuído.

Já é possível a qualquer artista ou editora disponibilizar os seus conteúdos áudio ou vídeo, legalmente e de forma segura, sem qualquer custo adicional.

Com o serviço de distribuição digital, os seus conteúdos estarão disponíveis em todo o mundo e legalmente disponíveis para biliões de consumidores.

As principiais vantagens deste serviço de distribuição são evidentes. Qualquer música ou vídeo, passa a estar disponível em qualquer parte do globo, à distancia de um simples pressionar de botão.

Com o nosso sistema a distribuição digital de conteúdos, qualquer músico, banda ou editora poderão ter disponível a sua música em qualquer hora e em qualquer lugar.

Desvantagens

A distribuição digital resolveu uma série de problemas, mas o próprio sistema acaba por levantar outros. Por exemplo falando nos jogos em certas plataformas de distribuição digital, como a Steam, Origin ou Uplay, ao comprarmos um jogo, na verdade estamos apenas a comprar uma licença para a sua utilização, já que a mesma fica associada á nossa conta, podendo utilizar a mesma onde e quando quisermos com a nossa conta, mas nunca vamos poder vender ou trocar esse jogo, como poderíamos fazer com uma distribuição física do mesmo jogo. Existem entanto outras plataformas como o GOG, em que compramos o jogo e fazemos download para o nosso disco do jogo, e a partir daí podemos fazer o que quisermos como mesmo, já que os jogos vendidos no GOG são DRM Free (Digital Rights Management), ou seja não estão associados a nenhuma conta, nem plataforma digital (ex.Steam) e podemos distribuir o jogo a outras pessoas as vezes que quisermos, só que devido a isto o GOG têm um catálogo de jogos menor, principalmente em grandes novidades quando comparado com a Steam ou Origin por exemplo.

No entanto, o modelo veio para ficar e estende-se por toda mídia digital na forma de música, filmes, livros, jogos. Há que colaborar com esta nova forma de distribuição, evitando a pirataria, e redefinir, em nossa cabeça, a palavra “ter”.

Conclusão

Em primeira análise, a distribuição digital é o futuro, pois facilita a distribuição dos conteúdos digitais, a sua aquisição por parte dos interessados e diminui os custos de produção, pois deixa de ser necessário usar um CD/DVD/Bluray, Pen, Disco, etc, nem qualquer caixa de plástico ou papel para servir de invólucro ao produto. A sociedade de hoje em dia com tanta oferta disponível, cada vez consome mais informação, filmes, jogos, música, livros etc, e grande parte desse consumo é de “usar e deitar fora” ou seja o produto é usado apenas uma vez, e nunca mais o comprador lhe toca. As excepções serão aquelas obras (jogos, músicas, filmes, livros, etc) que nos marcam, e queremos voltar a rever mais vezes.

A distribuição física vai continuar a existir, mas tem, obrigatoriamente, de evoluir.Com o passar dos anos é bem provável que à procura diminua, e este tipo de distribuição terá de começar a pensar em focar-se nos produtos de sucesso e com oferta de diverso material extra para justificar a sua compra em detrimento da oferta digital, explorando assim também o nicho de mercado dos colecionadores. Apenas irá sair em formato físico aquelas obras com vendas garantidas à partida, ou aquelas que posteriormente o justificarem, por exemplo um filme indie em que as expectativas à partida sejam de um número limitado de interessados, mas depois têm imenso sucesso, e as pessoas através de petições, inquéritos, entre outras coisas, peçam uma edição física do filme para poderem ter em casa, ou seja, apenas sairá na maior parte das vezes em formato físico o produto que o justificar.

No entanto, muita coisa terá de mudar para chegarmos ao cenário, referido nos parágrafos anteriores, por exemplo, a legislação fiscal em torno destes produtos terá de ser revista e as produtoras/editoras terão de rever a sua postura, pois não há justificação para actualmente um produto na sua forma física no lançamento ter um preço igual ou semelhante ao produto na forma digital, já que os custos de produção e distribuição são muito menores, levando por isso as pessoas a optarem com naturalidade pelo produto físico, pois se for para jogar ou usar uma ou duas vezes, a seguir podem vendê-lo ou trocarem por outro, e no formato digital isso não é possível.

Quando os preços do conteúdo digital forem justos, ou seja muito mais baixos que a versão física, o lançamento físico terá de passar a ser justificado e a oferecer realmente extras que tornem a sua compra apetecível quando em comparação ao preço menor e facilidade de compra do produto digital. A meu ver, esta realidade apesar de inevitável ainda levará umas dezenas de anos a chegar, pois as mentes de quem governa e das editoras/produtoras no geral ainda está agarrada ao ter o maior lucro possível, independentemente dos custos de produção e porque nas gerações actuais ainda há muitas pessoas a preferir certos produtos na sua forma física, que é o caso dos livros, que por mais que se tente, não é nada agradável ler um livro num tablet ou num monitor de um computador.

Em última instância, este tipo de distribuição vem, por assim dizer, dar a “carta de alforria” aos artistas e pequenos produtores que durante décadas, de certa forma, foram explorados pelas editoras e produtoras, de modo que os primeiros aos poucos vão se tornando independentes. Também evita grandes desperdícios de tempo e dinheiro antecipando ao artista se vale ou não à pena investir em algo, isto, sem referir que o feedback do público é imediato ao contrário de outras formas de distribuição. O livre arbítrio na escolha dos canais em que se quer ter o produto online sem dúvida é também uma das grandes vantagens deste tipo de distribuição.

Este meio tem, certamente, um futuro promissor mas, há muitas questões à reformular ainda.

            Conforme:



e Textos de apoio da disciplina.



Katya Figueiredo

quarta-feira, 4 de março de 2015

Relatório Bruna Má e Hércules

Em primeira instância, corram bem ou corram mal, todos os projectos em que participo tendem a mudar a minha percepção cinematográfica para melhor. Fica sempre mais uma experiência e, há sempre algum conhecimento para absorver.
Antes da rodagem destas duas curtas, obviamente, tinha algumas noções teóricas sobre o que é fazer cinema e nenhuma ou quase nenhuma noção prática. Todos fizeram, até certo ponto, um pouquinho de tudo e eu não fui a excepção. Contudo foi no papel de fotógrafa em que encontrei maior à vontade. Talvez porque soubesse, mais ou menos, o que estava a fazer, uma vez que gosto muito de fotografia e passo muito tempo a fotografar.
Quero com isto dizer que, o facto de fazermos um pouquinho de tudo é óptimo, mas resulta em pura desorganização. Se tivermos tarefas definidas, a cada um de nós, numa actividade específica mais facilmente a concluiremos com sucesso.
A indisponibilidade financeira antes das filmagens também é uma das questões a ter em conta. É difícil, e desmotivador, apresentarmos um bom produto sem termos meios para tal.
Um monitor que acompanhasse os projectos durante as rodagens, de forma a orientar-nos, como se de um árbitro se tratasse, seria uma mais- valia.
Em última análise, foi uma experiência enriquecedora. Deparámo-nos com muitos obstáculos, é certo. Mas, talvez, este exercício sirva mesmo para isso: testar a nossa capacidade de contornar os obstáculos e na resolução de problemas. No fim de contas, aprendemos sempre o que fazer, e o que não fazer, num futuro próximo.

Katya Figueiredo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Objectivo Pessoal

Como objectivo pessoal tenciono dominar a escrita visual e, aprofundar a parte técnica do cinema.
 

Conceito

Perceber melhor o processo de distribuição cinematográfico, o seu funcionamento, prós e contras. A distribuição seria o tema escolhido,como objecto de estudo, para o trabalho.