Distribuição Online
Introdução
A forma de como algo se reparte ou divide-se por
diferentes lugares chamamos distribuição, e, este trabalho debruçar-se-á sobre
a distribuição, mais especificamente a Distribuição Online.
Distribuição digital, entrega digital ou ainda
distribuição electrónica de software, é a prática de fornecer conteúdo digital
no seu formato mais puro, que é descarregado da internet directamente para casa
do consumidor.
Os avanços nas áreas de telecomunicações e transmissão
digital de dados trouxeram novas possibilidades para realização de uma enorme
variedade de produtos audiovisuais. Esses conteúdos influenciam diretamente o
dia-a-dia de milhares de usuários da Internet, que têm à disposição ficção,
documentários, projetos experimentais, animações e transmissões ao vivo, o que
incentiva a produção/distribuição/exibição de obras realizadas nos mais
variados formatos e suportes disponíveis, da película ao vídeo, do computador
doméstico às poderosas estações gráficas, do amador ao profissional.
A distribuição digital contorna a distribuição comum de mídia
física, como papel ou DVDs. Este termo, distribuição digital, é especificamente
aplicado a produtos livres. Os dispositivos de extensão digitais para outros
produtos são mais comumente conhecidos como downloadable
content (expressão em inglês referente a conteúdos disponíveis para
download).
O conteúdo é distribuído digitalmente por streaming ou download.
O Streaming envolve o download e uso de conteúdo, sob requisição, assim que
necessário. Ao passo que, o download completo de conteúdo para um disco rígido
ou outra forma de armazenamento de mídia permite um acesso rápido futuramente.
Distribuição Online
A distribuição online tem um papel predominante no que
concerne ao apoio de projectos que se enquadrem que se enquadrem nos seus
parâmetros como: serviços de VOD europeus com o objetivo de melhorar a
presença, visibilidade e audiência a nível mundial de obras audiovisuais
europeias; a montagem e disponibilização de pacotes digitais, facilitando a
comercialização de obras audiovisuais europeias no âmbito dos serviços de VOD
fornecidos em países onde essas obras não se encontrem disponíveis; projetos
experimentais de lançamentos simultâneos ou quase simultâneos de filmes
europeus numa ampla gama de plataformas de distribuição (festivais, salas de
cinemas, DVD, serviços de VOD, canais de televisão, etc.) e em diversos
territórios europeus.
A distribuição de vídeos de curta duração na Internet é
realizada através de sites que disponibilizam serviços, pagos ou não, e através
de festivais de vídeo feitos exclusivamente para a Internet. A Internet fornece
cada vez mais ferramentas e possibilidades para que os realizadores hospedem e
exibam seus filmes utilizando a tecnologia de streaming, além de fornecer
gratuitamente uma série de softwares que podem ajudar na produção e
distribuição. Sites como o Icast (www.icast.com), AntEye (www.anteye.com) e
CameraPlanet (www.cameraplanet.com) proporcionam um vasto espaço em seus
servidores para alojar e fornecer vídeos em streaming. Para os visitantes há
sempre a possibilidade de criar canais personalizados com os vídeos preferidos
e de entrar em contato com o realizador.
Muitos realizadores estão a trabalhar no sentido de
construir sua audiência através da Internet. Se antes era necessário irem a
festivais para serem vistos e mostrarem os seus trabalhos, agora podem
simplesmente utilizar a Internet. O filme "More" de Mark Osborne
(EUA, 1998) 12, por exemplo, apesar de ter sido indicado ao Oscar e ganho
prêmios em festivais, é um curta-metragem de seis minutos que teria caído no
esquecimento se não fosse a Internet. "More", exibido pela Ifilm
(www.ifilm.com) ficou 1 ano na lista dos filmes mais visualizados e Osborne
ganhou uma legião de admiradores.
Há pequenos produtores e diretores independentes, por
norma, estudantes de cinema, que após finalizarem seus vídeos de baixo custo,
fazem um site na Internet para divulgação dos mesmos, onde “montam'” uma
espécie de loja virtual para vender coletâneas dos vídeos. Em alguns casos
esses produtores independentes conseguem projeção e ganham popularidade, como é
o caso do Pepa Filmes (www.pepafilmes.com.br) que disponibiliza seus projetos
para download e hoje tem notoriedade.
Vantagens
Poder-se-ia mesmo dizer que há uma espécie de momento de
ouro dos estúdios independentes o que nos leva a considerar valorizar o
trabalho destes produtores.
A internet é um meio móvel em constante mutação que
adapta e cria os seus conteúdos conforme à exigência, à procura e oferta de
quem a consome.” Isso colaborou para que a Internet se tornasse um dos meios
mais baratos e eficientes para distribuição de filmes e vídeos hoje em dia,
principalmente para produtores independentes, que podem atingir maior público
sem que isso signifique necessariamente acréscimo aos custos. Além disso, as
tecnologias de captação e finalização digitais promovem a integração ágil e
eficiente, além da redução de custos, dos sistemas de produção com os meios de
distribuição. O desenvolvimento e barateamento de tecnologias mais avançadas
possibilitam que cada vez mais pessoas, amadores e profissionais, se interessem
e utilizem os recursos disponíveis, incentivando a produção audiovisual.”
Adquirir o conteúdo sem precisarmos de muito, como, sair
de casa por exemplo, também é uma das vantagens.
Ecologicamente a vantagem será precisamente de que esta
versão não possui encarte, caixa, e muito menos disco. Quando vamos comprar
produtos tecnológicos o que realmente compramos é o software. As embalagens deste por mais que nos seduzam são o menos
importante e acabarão apenas por encher o planeta de lixo e mais lixo.
Cabe a nós a escolher os canais que queremos ter o nosso
conteúdo distribuído.
As
vantagens criativas que a tecnologia digital oferece são enormes,
possibilitando uma maior liberdade de expressão (...), ao mesmo tempo em que
permite integrar num mesmo sistema os procedimentos de produção em cinema,
vídeo e televisão. (MASSAROLO, 2001, p. 03)”
Ao licenciar suas músicas, através de um contrato que não
prevê exclusividade, você escolhe em que canais você quer ter o seu conteúdo
distribuído.
Já é possível a qualquer artista ou editora disponibilizar
os seus conteúdos áudio ou vídeo, legalmente e de forma segura, sem qualquer
custo adicional.
Com o serviço de distribuição digital, os seus conteúdos
estarão disponíveis em todo o mundo e legalmente disponíveis para biliões de
consumidores.
As principiais vantagens deste serviço de distribuição
são evidentes. Qualquer música ou vídeo, passa a estar disponível em qualquer
parte do globo, à distancia de um simples pressionar de botão.
Com o nosso sistema a distribuição digital de conteúdos,
qualquer músico, banda ou editora poderão ter disponível a sua música em
qualquer hora e em qualquer lugar.
Desvantagens
A distribuição digital resolveu uma série de problemas,
mas o próprio sistema acaba por levantar outros. Por exemplo falando nos jogos
em certas plataformas de distribuição digital, como a Steam, Origin ou Uplay,
ao comprarmos um jogo, na verdade estamos apenas a comprar uma licença para a
sua utilização, já que a mesma fica associada á nossa conta, podendo utilizar a
mesma onde e quando quisermos com a nossa conta, mas nunca vamos poder vender
ou trocar esse jogo, como poderíamos fazer com uma distribuição física do mesmo
jogo. Existem entanto outras plataformas como o GOG, em que compramos o jogo e
fazemos download para o nosso disco do jogo, e a partir daí podemos fazer o que
quisermos como mesmo, já que os jogos vendidos no GOG são DRM Free (Digital
Rights Management), ou seja não estão associados a nenhuma conta, nem
plataforma digital (ex.Steam) e podemos distribuir o jogo a outras pessoas as
vezes que quisermos, só que devido a isto o GOG têm um catálogo de jogos menor,
principalmente em grandes novidades quando comparado com a Steam ou Origin por
exemplo.
No entanto, o modelo veio para ficar e estende-se por
toda mídia digital na forma de música, filmes, livros, jogos. Há que colaborar
com esta nova forma de distribuição, evitando a pirataria, e redefinir, em
nossa cabeça, a palavra “ter”.
Conclusão
Em primeira análise, a distribuição digital é o futuro,
pois facilita a distribuição dos conteúdos digitais, a sua aquisição por parte
dos interessados e diminui os custos de produção, pois deixa de ser necessário
usar um CD/DVD/Bluray, Pen, Disco, etc, nem qualquer caixa de plástico ou papel
para servir de invólucro ao produto. A sociedade de hoje em dia com tanta
oferta disponível, cada vez consome mais informação, filmes, jogos, música, livros
etc, e grande parte desse consumo é de “usar e deitar fora” ou seja o produto é
usado apenas uma vez, e nunca mais o comprador lhe toca. As excepções serão
aquelas obras (jogos, músicas, filmes, livros, etc) que nos marcam, e queremos
voltar a rever mais vezes.
A distribuição física vai continuar a existir, mas tem, obrigatoriamente,
de evoluir.Com o passar dos anos é bem provável que à procura diminua, e este
tipo de distribuição terá de começar a pensar em focar-se nos produtos de
sucesso e com oferta de diverso material extra para justificar a sua compra em
detrimento da oferta digital, explorando assim também o nicho de mercado dos
colecionadores. Apenas irá sair em formato físico aquelas obras com vendas
garantidas à partida, ou aquelas que posteriormente o justificarem, por exemplo
um filme indie em que as expectativas à partida sejam de um número limitado de
interessados, mas depois têm imenso sucesso, e as pessoas através de petições,
inquéritos, entre outras coisas, peçam uma edição física do filme para poderem ter
em casa, ou seja, apenas sairá na maior parte das vezes em formato físico o
produto que o justificar.
No entanto, muita coisa terá de mudar para chegarmos ao
cenário, referido nos parágrafos anteriores, por exemplo, a legislação fiscal
em torno destes produtos terá de ser revista e as produtoras/editoras terão de
rever a sua postura, pois não há justificação para actualmente um produto na
sua forma física no lançamento ter um preço igual ou semelhante ao produto na
forma digital, já que os custos de produção e distribuição são muito menores,
levando por isso as pessoas a optarem com naturalidade pelo produto físico,
pois se for para jogar ou usar uma ou duas vezes, a seguir podem vendê-lo ou
trocarem por outro, e no formato digital isso não é possível.
Quando os preços do conteúdo digital forem justos, ou
seja muito mais baixos que a versão física, o lançamento físico terá de passar
a ser justificado e a oferecer realmente extras que tornem a sua compra
apetecível quando em comparação ao preço menor e facilidade de compra do
produto digital. A meu ver, esta realidade apesar de inevitável ainda levará
umas dezenas de anos a chegar, pois as mentes de quem governa e das
editoras/produtoras no geral ainda está agarrada ao ter o maior lucro possível,
independentemente dos custos de produção e porque nas gerações actuais ainda há
muitas pessoas a preferir certos produtos na sua forma física, que é o caso dos
livros, que por mais que se tente, não é nada agradável ler um livro num tablet
ou num monitor de um computador.
Em última instância, este tipo de distribuição vem, por
assim dizer, dar a “carta de alforria” aos artistas e pequenos produtores que
durante décadas, de certa forma, foram explorados pelas editoras e produtoras, de
modo que os primeiros aos poucos vão se tornando independentes. Também evita
grandes desperdícios de tempo e dinheiro antecipando ao artista se vale ou não à
pena investir em algo, isto, sem referir que o feedback do público é imediato
ao contrário de outras formas de distribuição. O livre arbítrio na escolha dos
canais em que se quer ter o produto online sem dúvida é também uma das grandes
vantagens deste tipo de distribuição.
Este meio tem, certamente, um futuro promissor mas, há
muitas questões à reformular ainda.
e Textos de apoio da disciplina.
Katya Figueiredo